terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Samadhi


O Zen desafia-nos a mergulhar na experiência profunda de estar vivo.
Buda nasceu como um ser humano vulgar. Não era um deus.
Segundo o budismo, somos todos
“budas em embrião”.
Tomoda afirma que «O verdadeiro avanço ou crescimento de uma pessoa ocorre quando ela se encontra completamente só. É nas relações humanas ou no mundo real que ela se assegura do seu próprio avanço ou crescimento. Mas não é na relação humana real, nem no mundo real que ocorre o verdadeiro crescimento», porque a solidão implica a libertação e a aceitação da vida tal como ela é. Tudo começa de dentro. O zen pode parecer uma questão de tudo ou nada. Ultrapassa todo o sofrimento.

HISTÓRIA ZEN muito conhecida de um intelectual que vai consultar um mestre zen para testar as suas teorias:
«O mestre serve o chá. Ao servir o chá de samovar, a chávena enche até à borda. O mestre parece não ter reparado, continua a deitar e há chá por todo o lado.
Páre! Páre!, grita a visita. Está cheia. Não entra mais.
O mestre pára e diz: Sim, a chávena é como a mente. Quando já está cheia, nada mais entra. Se vamos aprender alguma coisa, primeiro temos que esvaziar a mente.»


Quando tomamos as coisas como garantidas e pensamos tudo saber, essa hostilidade contamina e condiciona a mente. Primeiro há que limpar o espaço dentro de nós para conseguirmos experienciar o eu, os outros, o espaço e o universo. Escutar os impulsos da intuição e manter um estado de espírito positivamente receptivo são os segredos. É o nosso próprio vazio que inicia o processo. .

«Trabalhando com a nossa própria areia, tornamo-nos um “ser verdadeiro”, uma pérola verdadeira».
O silêncio e a bondade dançam numa sensação alegre, acentuando a nossa mortalidade, dependência e afecto. É importante sentir dentro de nós a plenitude do momento.

A meditação, a paz interior, a simplicidade de espírito, os actos vagarosos e consciencializadores, a espontaneidade, a empatia, o apreço incondicional e a genuinidade conduzem-nos na transformação de uma mente “cheia”, numa mente pura
(Samadhi).

Cada pessoa é capaz de dar algo especial.
Todos nós sonhamos com mundos irreais.
Como disse
Hamlet: «Podia estar amarrado numa casca de noz e considerar-me rei de um espaço infinito».

Uma vida perfeita é uma vida de momentos perfeitos.
Hoje em dia as pessoas confiam nas coisas que preenchem a vida.
Mas todas essas coisas, são adornos do vazio.
Adquirir é ilusão, prescindir é iluminação..

domingo, 26 de outubro de 2008

Sonhos...


Uma alma nunca sonha mais do que pode...

tudo vale a pena se a alma não é pequena.

A felicidade encontra-se ao alcance de todos aqueles que se dedicam em viver a vida em pleno e em paz de uma forma altruísta, sem pedir de volta aquilo que uma vez foi dado de coração aberto.

Somos nós que traçamos o nosso próprio destino, fazendo as escolhas que nos levarão ao caminho ideal, aos nossos sonhos mais profundos e libertadores.

Há que sorrir perante as adversidades porque a vida é o que é, e tudo o que acontece tem uma razão de ser, mesmo que pareça inexplicável no presente.

Sorrir, admirar, sonhar...é viver!

A felicidade reside em nós próprios, antes de conseguirmos amar verdadeiramente alguém e antes mesmo de sermos amados.

E a esperança...bem, essa terá de ser a última a morrer, porque é a partir dela que nascem e se alimentam os sonhos.


"O sonho comanda a vida", Fernando Pessoa

Sem eles não vale a pena viver...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Onde estavas no ano passado?

"Respira fundo,
Respira fundo.


(...)

Tu e eu

Somos principalmente água.

No ano passado

A maior parte de cada um de nós

Estava no oceano.

Circulávamos juntos

No Atlântico,

Ou no Pacífico talvez,

Pois somos principalmente água.


E essa água foi erguida

Pelo calor do sol,

Pelo impacto de fotões

A cair em cascata,

Batendo no rosto do oceano.


E cada fotão

Provém do sol,

Do ventre de uma estrela;

Tu e eu fomos estrelas no ano passado.

Perseguimo-nos um ao outro

No centro turbulento do sol.


Portanto, quem vivia na tua casa no ano passado?

E onde estarás na semana que vem?

Quem é teu amigo verdadeiro e quem é o teu inimigo?

E quem serás tu no ano que vem?


Respira fundo,

Respira fundo.


Este ar sou eu,

Este ar és tu.

Este ar partilhamos.

A ti dou a minha substância e

Tu dás-me a tua.


Cada vez que respiro ligo-me

Numa órbita única

Com as grandes florestas.

A minha expiração é o seu alimento,

A deles enche os meus pulmões.

No ano passado

Eu era uma árvore

E a árvore era eu.


Todos os dias

Recolhemos substância

E continuamos a tarefa

De interminavelmente

Nos reconstruirmos

Uns dos outros


Todos os dias

Nos desfazemos de uma porção

E continuamos o ciclo

De interminavelmente

Nos devolvermos

Aos outros.


Dia a dia mudamos

E transformamo-nos uns nos outros,

A substância do universo,

Poeira de estrelas e tudo,

Atravessando cada um de nós

E nós atravessando-a


Onde estavas tu no ano passado?"
Brazier, D., "Terapia Zen (Uma abordagem budista à psicoterapia)", Editora Estrela Polar, 1ªEdição: Setembro de 2007.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Como chegámos até aqui?

«Eu sou para além do ser


O meu conhecimento é inteiro


A minha mente não está marcada,

Toda a identificação como objecto desapareceu.

Atravessei desde o desejo à liberdade

Pelo meu próprio esforço, pelo meu próprio entendimento.

Não tenho mestre,

Não tenho igual em parte alguma,



Só, Iluminado...
Venci o sono da ignorância.
Estou acordado,


Um Buda.»

domingo, 16 de março de 2008

Economia


Inicialmente, importa referir que a economia tem como essência a escassez, sendo esta uma insuficiência relativa dos bens que satisfazem as necessidades humanas, sejam eles, alimentos, roupas, etc. A escassez é o cerne da fenomenologia económica porque, do ponto de vista económico, numa situação de escassez, os bens são limitados relativamente aos desejos sociais, ou seja, as necessidades das pessoas são ilimitadas e os recursos físicos restritos, portanto, há que fazer um aproveitamento dos recursos disponíveis com o intuito de redistribuir melhor a riqueza, produzindo mais, rapidamente e de modo mais eficiente, de maneira a reduzir os custos e aumentar os lucros. A qualidade dos produtos é também tida em consideração, assim como, a adaptação ou adequação dos bens produzidos aos gostos do indivíduo em particular. Esta questão é de extrema importância, porque satisfazendo as necessidades de todos, proporcionamos-lhes felicidade e melhoramos a sua qualidade de vida, tornando-a mais prática e versátil. A escassez é refutada através do ponto de vista da inesgotabilidade da capacidade humana para produzir inovações tecnológicas e utilizar energias renováveis. No entanto, na minha opinião a escassez sempre existirá, porque as necessidades são subjectivas e estão sempre em mutação, por isso a economia deve acompanhá-las e até mesmo antecipá-las, mantendo sempre o ritmo. A sociedade de consumo alimenta-se a si mesma. É um ciclo vicioso devido à sensação de insatisfação permanente. Na verdade, não havendo escassez, não há economia. A escassez é que faz o mundo girar; é que faz com que nos levantemos todas as manhãs para trabalhar. A evolução do mundo depende da forma como nos empenhamos e gerimos os nossos recursos. Além disso, o objectivo da economia é o + ∞, e o infinito das coisas é sempre marcado pela aleatoriedade e, consequentemente, pela insegurança. A economia é um “jogo” que, apesar de ter um risco calculado, tem a tal dose de incerteza. É preciso arriscar. E embora haja o risco de perder, também há o de ganhar!

domingo, 9 de março de 2008

Ratos à procura de queijo


Todos nós procuramos aquele queijo especial, aquele que nos poderá trazer felicidade. Quando o encontramos entramos na rotina e acomodamo-nos, dando-o como garantido. Sentimo-nos seguros, tão seguros que por vezes a nossa confiança aumenta até à arrogância que nos cega e impede-nos de ver a própria mudança. Tudo corre bem até ao dia em que o nosso precioso queijo nos é retirado. Perdemos a cabeça, perguntamo-nos que de mal fizemos para merecer tal coisa ou culpamos os outros, afirmando que não é justo! Pois bem, “Quem mexeu no meu queijo?”, de S., Johnson veio mostrar-nos que em vez de complicarmos a nossa vida com determinadas atitudes, devemos encará-la de modo simples, sem complicações, ou seja, mesmo que algo de mau surja, o melhor método de ultrapassar a situação é rindo, rindo de nós próprios, de modo a superarmos erros passados e medos presentes para conseguirmos enfrentar o futuro. Todos sabemos que não é fácil encontrar grandes estações com amontoados de queijo no grande labirinto da vida, mas apesar de muitas vezes nos perdermos pelos caminhos, outras passagens encontraremos de certeza e descobriremos mais queijo, mesmo que não seja aquele que queríamos ou estaríamos à espera. Nesta trama entre homens e ratos, os ratos são simples e guiam-se pela intuição, enquanto os homens de cérebros complexos, apenas sabem complicar as situações. O segredo está em saber acompanhar o queijo e o problema é que quando surge uma situação de mudança, todos tentamos resistir porque temos medo dela. As poderosas convicções e emoções humanas mudam a forma como encaramos a vida - tornamo-la num verdadeiro desafio. E que tal fazer mesmo o que faríamos se não estivéssemos com medo? Os ratos não param para analisar a situação de perda e avançam rumo ao desconhecido sem medo. Não são apanhados de surpresa, porque prestam atenção às pequenas mudanças, ao contrário dos humanos que dão tudo por garantido e quando perdem o queijo ficam sempre na esperança que ele volte. Procuram, continuam procurando e, nada! Haviam feito imensos planos, pensavam que aquele queijo duraria a vida toda e agora sentiam-se frustrados porque ele tinha desaparecido. O certo é que quanto mais importância dermos a um queijo, mais dependentes estaremos dele. Temos de aceitar que por vezes as coisas mudam e já não voltam a ser as mesmas! Quando se muda aquilo em que se acredita, muda-se aquilo que se faz. Tudo depende daquilo em que escolhemos acreditar. Quando nos movemos para lá do nosso medo, sentimo-nos livres. Confiando nos nossos instintos básicos, adaptamo-nos com mais facilidade às situações. Existe sempre um queijo por aí, e embora a aventura seja divertida, é necessário termos algum respeito pelo receio, porque isso mantém-nos afastados do verdadeiro perigo.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Samsara



O Samsara é a ilusão em movimento; é a nossa tendência para criar um mundo só nosso que fomenta o mundo utópico também criado pelos outros e que tende a desabar, encontrando-se condenado ao sofrimento porque não é real, apesar de ser muito prazeroso. “Cego é aquele que não quer ver” já diz o ditado popular, mas as vezes vivemos esses mundos com tanta intensidade que deixamos de conseguir discernir; de conseguir distinguir o real do irreal. Tornamo-nos excêntricos de tanto acreditarmos na sua existência. Enlouquecemos. Mas um dia parei para pensar e cheguei à conclusão de que o meu mundo poderia existir se o homem fosse mais humano. Actualmente, vive-se na ilusão de que a ciência conseguirá aos poucos acabar com o sofrimento das pessoas, mas se as pessoas deixarem de sofrer, deixarão de ser humanas. Na minha opinião é o conjunto de sentimentos, emoções e sensações que formam o ser humano e não apenas a sua racionalidade. Todos nós temos de passar ao longo da vida por um roll de adversidades para amadurecermos. Não conheço boas pessoas que não tenham passado por vários problemas difíceis de ultrapassar. O sofrimento é que faz o mundo girar. O problema é que quase sempre são os pobres que sofrem. O capitalismo e o materialismo tomaram conta do mundo. Aqueles que poderiam acabar com o sofrimento do pobre não ajudam. Aliás, chegámos ao ponto que dizermos que gostaríamos que o sofrimento dos outros acabasse passou a ser piada. O tempo do Robin Wood já lá foi…e se o sofrimento é necessário, ao menos que seja igual para todos, assim não haveria tanta injustiça.

The butterfly effect


"Efeito borboleta” é um termo que se refere à teoria do caos que defende que o bater das asas de uma simples borboleta pode influenciar o curso natural das coisas e, assim talvez provocar um tufão do outro lado do mundo, ou seja, os resultados finais de qualquer coisa, dependem sensivelmente das condições iniciais da sua alimentação. O efeito borboleta é caracterizado por um sistema aberto e, portanto, dinâmico, complexo e adaptativo, o que significa que quando tomarmos uma decisão mínima com espontaneidade, estamos a contribuir para uma transformação inesperada de um futuro incerto. Assim sendo, existe uma impossibilidade de previsão perfeita, pois os dados de alimentação são infinitos. Daí que uma pequena variação das condições em determinado ponto de um sistema dinâmico pode ter consequências de proporções inimagináveis. Muitas vezes buscamos leis uniformes, universais, de modo a conseguirmos adivinhar o futuro, numa tentativa impetuosa de controlar os mistérios da vida. Pois bem, a vida e o destino são o resultado de um sistema causa-efeito que tem uma margem de erro bastante elástica; a palavra “aleatório” ganha extrema relevância neste plano de insegurança.
Existem pessoas que lutam para esquecer o seu passado, o que é impossível acontecer, e outras que, por não estarem satisfeitas com ele, tentam incessantemente, modificá-lo. Por vezes o nosso passado parece um filme de tão surreal, por isso as pessoas acabam por achar que podem voltar atrás no tempo e tentar fazer as coisas de outra maneira. Isso é uma ilusão. O problema é que quando tentamos mudar uma coisa no presente, tudo o resto muda. A vida nem sempre toma o rumo que esperamos e não podemos destruir o passado sem destruir o futuro.
Mesmo que a vida tenha sido dura no passado, porquê mudá-la se já aprendemos com todos os nossos erros e nos tornámos pessoas melhores? Se tal não acontece é sinal que devemos reflectir um pouco sobre isso. Hoje em dia acho que as pessoas deveriam aprender a ser felizes novamente, simplesmente porque por serem demasiado materialistas, quando perdem tudo acabam por não saber valorizar o “pouco” que têm, nem sequer a própria vida.
Conheço muitas pessoas que ainda não se encontraram, simplesmente porque acomodam-se à rotina do dia-a-dia ou porque não se conformam e começam a enlouquecer aos poucos. A cada dia que passa torna-se mais difícil de enfrentar a vida. É compreensível quando temos uma perspectiva um pouco pessimista do mundo.A verdade é que o tempo não volta atrás e sempre que tentamos mudá-lo só o pioramos e ao pensarmos demasiado nele, ficamos de tal maneira agarrados que deixamos de conseguir viver o presente. Seria tão mais fácil vivê-lo se os nossos medos e os nossos fantasmas não nos perseguissem a toda a hora, mas o mais acertado a fazer é aceitar o passado porque ele já passou e a partir do presente edificar uma nova vida. Foi isso que eu fiz. Comecei do zero e hoje sou uma pessoa muito feliz, embora nem tudo corra como eu quero, nem eu seja perfeita. Agradeço a todos os que me magoaram, especialmente àqueles que o tenham feito intencionalmente, porque sem eles não seria quem hoje sou nem teria esta visão maravilhosa do mundo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

"Se você encontrar o Buda no caminho, mate o Buda"


Quando gostamos muito de alguém e admiramos uma pessoa porque ela tornou-se um ponto de referência para as nossas vidas e nos ensinou muito, é difícil dizer adeus quando chega a hora da despedida. Mas Nietzsche disse um dia que “Paga-se mal a um mestre quando se continua sempre a ser o aluno”. Todos somos mestres uns dos outros. Estamos sempre a aprender com as nossas interacções com os outros. Somos dependentes dos outros como um pássaro de asa ferida recolhido pela bondade de alguém. Esse alguém é o seu mestre. O mestre cuida dele até ficar curado, ensina-lhe tudo o que ele precisa saber. A partir desse instante, o mestre sente que fez a sua parte e liberta o pássaro. Sabe que ele tem tudo para ser feliz e como quer o melhor para ele, devolve-lhe a liberdade. Muitas vezes vemos que o pássaro recusa-se a ir embora. Também há deles que vão e depois voltam. Mas porque será tão difícil dizer adeus? Porquê a necessidade de voltar? Porquê não partir sem dizer adeus? Ás vezes apegamo-nos demasiado às coisas e às pessoas que entram nas nossas vidas de tal maneira que tornamo-nos dependentes delas. Não conseguimos viver sem elas. O desespero toma conta das nossas mentes, ficamos desnorteados sem saber como enfrentar a vida. Deixamos de ser nós próprios para nos apaziguarmos e não nos sentirmos tão sozinhos no mundo. Acho que o pior sentimento que existe é a solidão. A solidão mata uma pessoa aos poucos…através da tristeza e da loucura. Muitas pessoas podem não compreender, talvez porque não tenham muita experiência de vida, ainda não estão maduros o suficiente, mas a verdade é que seja lá quem for o (s) mestre (s) na nossa vida, temos de matá-lo (os). Matá-lo (os) com gratidão, muita gratidão. Afinal de contas ele (s) nos ajudou a ser quem somos, mas ainda há pouco tempo cheguei à lógica conclusão de que para sermos nós próprios, temos de deixar de ser a sombra dos outros. Não tem de haver uma razão para matar o mestre, apenas o sabemos quando as relações caem no desgaste, quando já sabemos o suficiente para enfrentar a vida sozinhos tal como o pássaro curado da asa partida. Aí sabemos que chegou a hora de passarmos também de aluno a mestre de alguém; que chegou a altura de sair da sombra. Matar o mestre não significa odiá-lo, tão pouco matá-lo literalmente! É enfrentarmos a vida sem muletas! Porque quando gostamos e admiramos realmente alguém, essa pessoa continua no nosso coração, por ser ainda importante mesmo que faça parte do passado. Mestre é aquele que nos ensina a percorrer o caminho e a levantarmo-nos sozinhos mesmo que fracos por dentro, fartos de lutar, fartos de tanto sofrimento. É ele que nos motiva novamente. Que nos mostra que a vida é um bem precioso. Impede-nos de cometer loucuras e acima de tudo espera por nós, mesmo que o seu ritmo seja diferente do nosso. “Estás a ver aquela árvore ali ao fundo antes do entroncamento? É lá que espero por ti. Mas levanta-te sozinha para lá chegares. Não esperes que te levante ou que percorra o caminho por ti.” Custou, mas lá cheguei. Com a tristeza no olhar acabei por escolher um caminho diferente do seu. E foi aí no entroncamento que matei o meu mestre.


"É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela".

"Torna-te aquilo que és”

sábado, 5 de janeiro de 2008

Make the drums stop today



The circle of life
Is always the same
It's hard to fill the void
and you get to a point
that you can't feel anything

But YOU can change your life
Just find the right path
Stop to scream
Start to dream
Make the drums stop today

Stop waiting for tomorrow
'Cause tomorrow may not come
Fight for what you belive in
Make the drums stop today

The circle of life
Is always the same
It's hard to fill the void
and you get to a point
that you can't feel anything

But YOU can change the world
Just Whisper the truth
You’ll be seen
You’ll be heard
Please, Make the drums stop today

Stop waiting for tomorrow
'Cause tomorrow may not come
Fight for what you belive in
Please, Make the drums stop today

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

“O Homem é um ser eminentemente socio-cultural”


«O Homem é um ser eminentemente socio-cultural», pois está inserido numa determinada comunidade e cultura, sendo capaz de influenciar e transformar o mundo à sua volta, de modo a satisfazer as suas necessidades e realizar-se enquanto indivíduo. Assim sendo, para além de uma base biológica, o indivíduo detém uma componente social, da qual resulta o seu comportamento. O indivíduo só poderá ser compreendido aquando de uma interacção com os grupos a que pertence, que o orientam e limitam simultaneamente. O Homem é, efectivamente, um “animal social”.
Com o processo de socialização (que ocorre logo após o nascimento), o ser humano interioriza os elementos socio-culturais que lhe permitem adaptar-se ao meio envolvente, ultrapassando situações novas, evoluindo na sua maneira de ser e de estar. O processo de socialização integra portanto, padrões de cultura, ou seja, normas sociais que equivalem a modelos de comportamento socialmente aceites, preestabelecidos por um grupo específico de indivíduos, cujas acções podem ser efectuadas de modo consciente ou inconsciente, que o indivíduo é incumbido de respeitar e obedecer.
A propósito, Rousseau afirma que «O Homem nasceu livre e em toda a parte se encontra algemado», pois apesar de ser considerado à priori um "bom selvagem", é corrompido pela sociedade através da pressão social.
Quando as mesmas normas são adoptadas por todos os indivíduos do mesmo grupo, extingue-se a capacidade crítica dos seus elementos, o que influenciará, efectivamente, a personalidade do indivíduo em particular, na medida em que, o impede, por parte, de construir a sua própria identidade. Assim, tornar-se-á num sujeito conformado com o mundo em que vive, aceitando tudo aquilo que lhe é dado ou imposto. Rousseau propõe-nos então, um mergulho introspectivo pela busca do nosso lado natural, do nosso lado selvagem, do nosso verdadeiro "eu", o "eu" que é livre, pois como já acima foi referido, acredita que o ser humano é originalmente bom e inocente, íntegro e primitivo.
Por outro lado, os indivíduos inconformados são objecto de crítica, marginalizados muitas vezes, mas ainda assim estão na base da mudança social. São estas minorias que, resistindo à pressão social para o conformismo e obediência, conseguem estabelecer condições para o progresso, na medida em que influenciarão cada grupo existente em cada sociedade e, consequentemente, todo o mundo.
Nestes “jogos de influência”, o ser humano recebe e produz cultura, sendo esta espelho dos costumes, língua, etc., do povo ou do grupo em que se insere. À difusão e interiorização de duas ou mais culturas distintas, designa-se por processo de aculturação. Finalmente, a relatividade cultural é o fenómeno responsável por grande parte da diversidade comportamental entre os homens provenientes de diferentes culturas.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Sociedade & Direito

O ser humano dotado de racionalidade, apercebeu-se que para regular a vida social, era imprescindível o estabelecimento de uma conduta, de leis que defenissem limites nas relações entre indivíduos. Surgiu então o Direito com a sua essência coercitiva que permite a coexistência minimamente pacífica da comunidade, juntamente com as consequências correspondentes a determinadas situações. Há efectivamente uma necessidade de existência de normas porque sem elas não há nem poderá haver sociedade, mas sim anarquismo. Qualquer lei tem de ser interpretada para ser aplicada e é fulcral que se fixe o seu verdadeiro sentido senão poderá constituir letra-morta, ou seja, não terá qualquer utilidade. O Direito é um espelho reflector das concepções e dos problemas existentes na sociedade e é natural que as leis acompanhem a evolução social, sendo modificadas constantemente. O Direito tem como finalidade o equilíbrio, a mediação de situações com o intuito de solucionar conflitos de interesses e organizar os poderes públicos, e é nele que reside a necessidade de existência do mesmo. As leis escritas também são importantes porque limitam o poder, evitando desse modo a arbitrariedade de governantes. O Estado deve andar de mãos dadas com o Direito, pois este permite-lhe proporcionar equilíbrio e bem-estar aos seus cidadãos através da garantia de igualdade de direitos e oportunidades. Quanto mais leis houver, mais protegidos estaremos e o homem quanto mais direitos tem, mais evolui. A sociedade existe enquanto organização responsável, respeitável caracterizada por uma mentalidade homogénea. Contudo, houve alguém que um dia disse: "podem prender um homem, mas nunca as suas ideias", pois o que temos de mais forte em nós é a liberdade de pensamento. Nunca duvidem disso...

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Don't need more words


Don't need more words

Just look into my eyes

You'll see what I've wanted
to say for so long
and no longer have to hide
Blind in the dark
only god knows why
Together in the dark
Don't say a word,
just hold me tight
There’s so much I could say
But you know I don’t need more words
Just need you by my side
Today!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Neurotic girl


Yeah, I’m a neurotic girl

I see in every heart a murderer
I see in every word a lie
I see it all with my eyes shut
And I can also read what’s in your mind

I see you, you could see me
As you could see the truth
but you don’t want to see it

You’ll never understand
Lies are easiest for you
Don’t fear me
I’m not like you

Come, come again
Put the knife in
Blood gives me strenght
Your kindness creeps me

Don’t fear me
I’m not like you
You’ll never understand
Lies are easiest for you

Oh, don’t bother
Your ignorance amuses me
I’ll tell you a secret
I love when you rape me

Yeah,you’re right
I’m a neurotic girl
I’m what
Your eyes like to see



Basta!

Actualmente, a violência doméstica ou intra-familiar continua em peso. Em pleno séc. XXI e após todos os avanços que a humanidade já presenciou, observa-se ainda uma fraca evolução de mentalidade e comportamentos a este nível. Todavia, consta que muitos dos casos encontram-se associados ao consumo de álcool, pois a bebida torna a pessoa, em alguns casos, mais agressiva. Será pois importante sublinhar que a vítima deverá denunciar o agressor, mesmo que mais tarde este apresente um comportamento normal enquanto não embriagado. Lenore Walker apresentou o “Ciclo de Violência” que consiste em três fases: Lua-de-mel – caracterizada por afeição, reconciliação, e aparente fim da violência; Surgimento da tensão – caracterizada por pouca comunicação, tensão, medo de causar explosões de violência; e, finalmente, a Acção – caracterizada por explosões de violência, abusos. Depois tudo volta ao mesmo, é um ciclo vicioso que tem de ser interditado antes de ser tarde demais. Estatisticamente, a violência contra a mulher é muito maior do que contra o homem, contudo, embora invulgar, também existe. Ao contrário do que muita gente pensa, a violência doméstica não representa apenas violência e/ou abuso sexual contra o parceiro, inclui também a violência, abandono e/ou abuso sexual contra crianças e maus-tratos contra idosos. Existem também vários tipos de violência, nomeadamente, a «violência física – quando envolve agressão directa contra pessoas queridas do agredido ou destruição de objectos pertencentes do mesmo; violência psicológica – quando envolve agressão verbal, ameaças, gestos e posturas; e violência socio-económica – quando envolve o controlo da vida social da vítima ou dos seus recursos financeiros. A violência doméstica é um padrão de comportamentos. Creio que é somente considerada válida quando sistemática, pois uma série de factores podem conduzir a uma agressão a dada altura. O Conselho da Europa definiu a violência doméstica como “Qualquer acto, omissão ou conduta que serve para infligir sofrimentos físicos, sexuais ou mentais, directa ou indirectamente, por meio de enganos, ameaças, coacção ou qualquer outro meio, a qualquer mulher, e tendo por objectivo e como efeito intimidá-la, puni-la ou humilhá-la, ou mantê-la nos papéis estereotipados ligados ao seu sexo, ou recusar-lhe a dignidade humana, a autonomia sexual, a integridade física, mental e moral, ou abalar a sua segurança pessoal, o seu amor próprio ou a sua personalidade, ou diminuir as suas capacidades físicas ou intelectuais.” Caso seja mais uma vítima, deve recorrer ao hospital local para ser observada e tratada, sendo fundamental a denúncia do agressor. Pode também dirigir-se a Gabinetes Médico-Legais em Hospitais espalhados por todo o país, pois « (…) podem receber denúncias e praticar os actos cautelares necessários e urgentes para assegurar os meios de prova (…)» procedendo, nomeadamente, ao exame de vestígios, comunicando imediatamente ao Ministério Público. Quando se dirigir ao posto da GNR, polícia judiciária ou directamente ao Tribunal, faça-se acompanhar por um familiar ou pessoa amiga para ter testemunhas da ocorrência. Se se sentir ameaçada tem o direito de sair de casa, o que não prejudica o direito de ficar com os filhos. «Os maus tratos constituem um crime punido com pena de prisão ou de multa, podendo ainda ser aplicada a pena acessória de proibição de contacto com a vítima, incluindo a de afastamento desta.» Caso seja vítima de violação, «É muito importante que conserve as provas materiais da violação, pelo que não deve lavar-se até ser observada por um/a médico/a, devendo aguardar, sem lavar a roupa que vestia no momento.» «Para além de um exame médico geral, fazem-lhe um exame ginecológico para detecção de possíveis lesões e de restos de sémen. Se possível faça-se acompanhar por um familiar ou pessoa amiga.» «(…) se confirmar uma gravidez a lei da interrupção voluntária da gravidez permite-lhe, em tal circunstância, a prática do aborto.» O crime de violação é punido com pena de prisão e desde que não haja consentimento da mulher para a prática do acto sexual, cópula, coito anal ou coito oral, este pode ser considerado crime de violação, independentemente da existência de laços de parentesco ou de afinidade entre o autor do crime e a vítima.» No local de trabalho, considera-se vítima de assédio sexual, alguém que é sempre «(…) obrigada a suportar, contra a sua vontade, da parte do empregador, patrão, superior hierárquico ou colegas de trabalho, olhares ofensivos, alusões grosseiras, humilhantes, embaraçosas, convites constrangedores, exibição de fotos pornográficas, toques, gestos e, por vezes, coacção sexual (…) , «(…) com recurso à violência ou a ameaça grave.» A vítima deve então, «(…) guardar todas as mensagens escritas ou outras que receber do abusador enquanto meios de prova preciosos que são, para eventual procedimento; deve comunicar com os seus colegas de trabalho; deve participar à Comissão Para a Igualdade no trabalho e Emprego (CITE) e ao sindicato).»

Se necessitar de ajuda contacte:

http://www.fjuventude.pt/programas/sites/violência/

Poderá lá encontrar recursos e contactos preciosos.

Mad love...



For love, for love…
What would you do?
For love, oh love
Are you sure that it’s true?

For love you can die
Or just fall deep down inside
For love you can kill…
Are you sure that it’s real?
Mad love…

"Black or white, we have all the same color when you turn of the light"

Seja qual for a cor da nossa pele, somos todos iguais quando se apagam as luzes, somos todos iguais a partir do momento em que fechamos os olhos e começamos a ver com o coração. O racismo, mais do que uma tendência de pensamento, é uma convicção alimentada por indivíduos que por possuírem determinadas características físicas, psicológicas ou efectuarem manifestações culturais diferentes, se acham superiores em relação aos outros que não possuem as mesmas características.
Em pleno século XX, políticos racistas mantiveram a população da África do Sul sob Apartheid. Todo o tipo de infra-estruturas e veículos públicos possuíam sinais de distinção para brancos e negros. A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada demasiadas vezes para justificar a escravidão, por exemplo, durante o tempo do Brasil colonial, o domínio de determinados povos por outros, o sangue derramado nos genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade, como por exemplo o caso dos judeus assombrados pelo nazismo (anti-semitismo). Da minha perspectiva ser racista é uma questão de educação, de compreensão e tolerância, desse modo conseguimos aceitar as diferenças do outro. Os pais muitas vezes influenciam os filhos, ainda crianças, nas suas convicções e valores futuros, afirmando que “os pretos são maus”, “os pretos roubam e matam”, “cuidado com os pretos, vê se eles te agarram”. Pessoalmente, choca-me passar pela rua e ver escrito nas paredes “morte aos pretos”. Temos que acabar com tudo isto rapidamente. Afinal, onde está a liberdade? Porque é que há esta necessidade de homogeneização? Até onde é que ela nos conduzirá? O racismo acabou por ser uma herança cultural, passada de pai para filho e assim sucessivamente, que se multiplica a cada minuto, mas que ninguém justifica. É de facto um problema a nível social, pois a sociedade é que inventou as “raças”. A teoria da superioridade racial, tal como a raça ariana de Hitler, foi ultrapassada com vários estudos científicos, os quais demonstram que os grupos humanos actuais são, na sua maioria, produto de mestiçagens. Então, se não existem raças, porquê a existência do racismo?
O preconceito, a discriminação, etc, são demonstrações de pura ignorância. Se todos somos iguais, porquê o elitismo social? Uma vez mais, porquê o racismo? Não é certo que todos temos direito à vida e todos somos um dia convocados à morte? Então? A vida é tão frágil e efémera e ainda assim o racismo persiste. Não é uma ilusão.
Na minha opinião, cada um deve fazer uma introspecção, tentar ver o mundo de outra perspectiva porque se o ser humano erra, todos sabemos que é verdade, mas também é verdade que ele é capaz de mudar e de se transcender.
Toda esta questão culminou na Declaração Universal dos Direitos do Homem, pena é que ainda muita gente não a entenda…Era bom que Martin Luther King ainda estivesse vivo para que pudesse continuar a lutar pelo seu sonho e o estendesse por todo o mundo, pois como disse no seu célebre discurso, pronunciado na escadaria do Monumento a Lincoln, em Washington, ouvido por mais de 250.000 pessoas de todas as etnias: «Agora é o tempo de sairmos do vale escuro e desolado para o iluminado caminho da justiça racial. Agora é tempo para retirar o nosso país das areias movediças da injustiça racial para a rocha sólida da fraternidade.» Concluindo, concordo plenamente com quem uma vez disse que: «O tiroteio à nossa volta quase não nos deixa ouvir. Mas a voz humana destaca-se de todos os outros sons. Sobrepõe-se aos ruídos que silenciam tudo o resto. Mesmo quando não grita. Mesmo quando não passa de um sussurro. O mais ténue dos sussurros sobrepõe-se ao clamor das armas quando fala verdade.»
Caso necessite de ajuda contacte: www.sosracismo.pt/


segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Hegemonia americana


Após a 1ªGuerra Mundial, a Europa perdeu a sua hegemonia e assistiu à ascensão dos Estados Unidos que já tinham contribuído para o financiamento de guerra, acabando por ficar deles dependente. Após a 2ªGuerra Mundial, deu-se o início do período da Guerra Fria ou conflito Leste-Oeste, caracterizado, essencialmente, pela impossibilidade de contacto directo, assim como, pela corrida aos armamentos e conflitos regionais. O mundo bipolarizou-se, ficando dividido entre o bloco capitalista (E.U.A.) e o bloco comunista (URSS) na luta pela hegemonia mundial. Cada bloco procedeu a alianças militares - a NATO (E.U.A.) e o Pacto de Varsóvia (URSS). Na tentativa de contenção do expansionismo comunista, os Estados Unidos prontificaram-se a "ajudar" a reconstrução europeia , através do Plano Marshall em 1947 e o Japão, em 1948, através do Plano Dodge. O bloqueio e a construção do muro de Berlim solidificaram a ideia de incomunicabilidade entre os dois blocos. A Guerra Fria foi caracterizada por diferentes fases, tais como a coexistência pacífica ou o desanuviamento, entre outras. O facto é que, quando em 1989 ocorreu a queda do muro de Berlim, a guerra terminou, e mais tarde, com as reestruturações de Gorbatchev na Rússia, o bloco soviético desintegrou-se, deixando aos Estados Unidos a hegemonia mundial. Actualmente, «(...) os Estados Unidos tornaram-se na maior potência militar do planeta», com «(...) milhares de marinheiros e fuzileiros-navais a bordo de navios espalhados pelos mares de todo o mundo, além de quase trezentos mil soldados colocados em mais de 120 países, com bases militares em 63» e interviram em muitos países estrangeiros, desejosos de aplicar a sua influência para atingir os seus objectivos de interesse nacional. Ao contrário do que é dito pelos presidentes americanos, a realidade é que os Estados Unidos, apesar de se afirmarem opositores da guerra e tentarem resolver os conflitos por meios pacíficos, são os causadores da mesma. As suas intervencões ditas "humanitárias" são uma desculpa para invadir e dominar países possuidores de ouro negro ou petróleo e é claro que por isso estão «(...)dispostos a liderar outros países industrializados na partilha da (...) riqueza com aqueles que nada têm». Na minha opinião, é a expressão máxima de imperialismo e neocolonialismo disfarçados. Por outro lado, a Europa está a tentar emancipar-se dos Estados Unidos para uma possível e nova competição pela hegemonia mundial, através da aposta nas energias não renováveis. Caso isso aconteça, os Estados Unidos poderão ter um rival à medida, impedindo-o desse modo de determinar a seu favor o rumo do planeta.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Requiem for a dream


O LSD, a dietilamida do ácido lisérgico, produz grandes alterações no cérebro, pois actuam no sistema nervoso, provocando fenómenos psíquicos, como alucinações, delírios e ilusões. É uma substância sintética, produzida em laboratório que adquiriu popularidade na década de 60 estando o seu consumo culturalmente associado ao movimento psicadélico. Os médicos a indicavam, pois não era prejudicial à saúde. Pode ser consumida por via oral, injectada ou inalada e se apresenta em forma de barras, cápsulas, tiras de gelatina e líquida, os seus efeitos duram de oito a doze horas. Os efeitos físicos dessa droga são: dilatação das pupilas, sudorese, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, aumento da temperatura, náuseas, vómitos. Os sintomas psíquicos são alucinações auditivas e visuais, sensibilidade sensorial, confusão, pensamento desordenado, perda do controle emocional, euforia alternada com angústia, dificuldade de concentração. É importante destacar que os efeitos do LSD dependem do ambiente, da qualidade da droga e da personalidade da pessoa. O LSD é mais usado por adolescentes e jovens, com o intuito de ter visões e sensações novas e coloridas, pois as formas, cheiros, cores e situações se modificam e a pessoa cria ilusões e delírios, como por exemplo, paredes que escorregam, mania de grandeza e perseguição. Pode ocorrer também “flashback”, um fenómeno onde são sentidos os efeitos da droga após um período de semanas ou meses sem usá-la. O LSD é conhecido também com outros nomes como doce, ácido, gota, papel, microponto. É uma das mais potentes substâncias alucinogéneas conhecidas. Uma dose de apenas cem microgramas causa um brutal aumento nos sentidos, afectando também os sentimentos e a memória. O LSD, ou mais precisamente LSD-25, é um composto cristalino relacionado especialmente com os alcalóides podendo ser produzido a partir do processamento das substâncias do esporão do centeio. Foi sintetizado pela primeira vez em 1938 e, em 1943, o químico suíço Albert Hoffmann descobriu os seus efeitos de uma forma acidental. É menos popular que o ecstasy, mas é mais barato e de efeito mais rápido.

Tears in heaven