segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Hegemonia americana


Após a 1ªGuerra Mundial, a Europa perdeu a sua hegemonia e assistiu à ascensão dos Estados Unidos que já tinham contribuído para o financiamento de guerra, acabando por ficar deles dependente. Após a 2ªGuerra Mundial, deu-se o início do período da Guerra Fria ou conflito Leste-Oeste, caracterizado, essencialmente, pela impossibilidade de contacto directo, assim como, pela corrida aos armamentos e conflitos regionais. O mundo bipolarizou-se, ficando dividido entre o bloco capitalista (E.U.A.) e o bloco comunista (URSS) na luta pela hegemonia mundial. Cada bloco procedeu a alianças militares - a NATO (E.U.A.) e o Pacto de Varsóvia (URSS). Na tentativa de contenção do expansionismo comunista, os Estados Unidos prontificaram-se a "ajudar" a reconstrução europeia , através do Plano Marshall em 1947 e o Japão, em 1948, através do Plano Dodge. O bloqueio e a construção do muro de Berlim solidificaram a ideia de incomunicabilidade entre os dois blocos. A Guerra Fria foi caracterizada por diferentes fases, tais como a coexistência pacífica ou o desanuviamento, entre outras. O facto é que, quando em 1989 ocorreu a queda do muro de Berlim, a guerra terminou, e mais tarde, com as reestruturações de Gorbatchev na Rússia, o bloco soviético desintegrou-se, deixando aos Estados Unidos a hegemonia mundial. Actualmente, «(...) os Estados Unidos tornaram-se na maior potência militar do planeta», com «(...) milhares de marinheiros e fuzileiros-navais a bordo de navios espalhados pelos mares de todo o mundo, além de quase trezentos mil soldados colocados em mais de 120 países, com bases militares em 63» e interviram em muitos países estrangeiros, desejosos de aplicar a sua influência para atingir os seus objectivos de interesse nacional. Ao contrário do que é dito pelos presidentes americanos, a realidade é que os Estados Unidos, apesar de se afirmarem opositores da guerra e tentarem resolver os conflitos por meios pacíficos, são os causadores da mesma. As suas intervencões ditas "humanitárias" são uma desculpa para invadir e dominar países possuidores de ouro negro ou petróleo e é claro que por isso estão «(...)dispostos a liderar outros países industrializados na partilha da (...) riqueza com aqueles que nada têm». Na minha opinião, é a expressão máxima de imperialismo e neocolonialismo disfarçados. Por outro lado, a Europa está a tentar emancipar-se dos Estados Unidos para uma possível e nova competição pela hegemonia mundial, através da aposta nas energias não renováveis. Caso isso aconteça, os Estados Unidos poderão ter um rival à medida, impedindo-o desse modo de determinar a seu favor o rumo do planeta.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Requiem for a dream


O LSD, a dietilamida do ácido lisérgico, produz grandes alterações no cérebro, pois actuam no sistema nervoso, provocando fenómenos psíquicos, como alucinações, delírios e ilusões. É uma substância sintética, produzida em laboratório que adquiriu popularidade na década de 60 estando o seu consumo culturalmente associado ao movimento psicadélico. Os médicos a indicavam, pois não era prejudicial à saúde. Pode ser consumida por via oral, injectada ou inalada e se apresenta em forma de barras, cápsulas, tiras de gelatina e líquida, os seus efeitos duram de oito a doze horas. Os efeitos físicos dessa droga são: dilatação das pupilas, sudorese, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, aumento da temperatura, náuseas, vómitos. Os sintomas psíquicos são alucinações auditivas e visuais, sensibilidade sensorial, confusão, pensamento desordenado, perda do controle emocional, euforia alternada com angústia, dificuldade de concentração. É importante destacar que os efeitos do LSD dependem do ambiente, da qualidade da droga e da personalidade da pessoa. O LSD é mais usado por adolescentes e jovens, com o intuito de ter visões e sensações novas e coloridas, pois as formas, cheiros, cores e situações se modificam e a pessoa cria ilusões e delírios, como por exemplo, paredes que escorregam, mania de grandeza e perseguição. Pode ocorrer também “flashback”, um fenómeno onde são sentidos os efeitos da droga após um período de semanas ou meses sem usá-la. O LSD é conhecido também com outros nomes como doce, ácido, gota, papel, microponto. É uma das mais potentes substâncias alucinogéneas conhecidas. Uma dose de apenas cem microgramas causa um brutal aumento nos sentidos, afectando também os sentimentos e a memória. O LSD, ou mais precisamente LSD-25, é um composto cristalino relacionado especialmente com os alcalóides podendo ser produzido a partir do processamento das substâncias do esporão do centeio. Foi sintetizado pela primeira vez em 1938 e, em 1943, o químico suíço Albert Hoffmann descobriu os seus efeitos de uma forma acidental. É menos popular que o ecstasy, mas é mais barato e de efeito mais rápido.

Tears in heaven

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Eternal jigsaw of dreams


Dark side's taking over
Spiral chain slows me down

Wind blows in anger
Sky soon will drown

Lookin' trough broken mirrors
Tryin' to figure it all out
Eternal jigsaw of dreams
Nothing is what it seems

Unconsciously searching
Flowers of hope on a desert
Slaves wondering why
Oh, I know why
Drunk with holly water
God, please, take all my sins away

Runing in circles
It will never end
But today I'll forget
Tomorrow a new dawn will come
And might raise the dead


quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Somos feitos de pequenas grandes coisas

«Nós também somos "feitos" pelos livros que nos marcaram, pelos filmes que vimos e pelas músicas de que gostamos», assim como "somos aquilo que fazemos", pois todo o tipo de condutas influenciarão a nossa personalidade. Somos influenciados por todo o tipo de aprendizagens efectuadas e por todas as experiências passadas. Tudo na nossa vida deixa marcas, ainda que muitas somente a nível do inconsciente. Cada ser humano encontra-se inserido numa determinada sociedade e, por isso, produz e recebe cultura. Está em perpétua interacção com o meio, sendo por ela influenciado. Os grupos a que o indivíduo pertence denotam certas características próprias ao mesmo, como crenças ou gostos que todos têm em comum. Nascemos dotados de estruturas fisiológicas, contudo o meio tem um papel fulcral no desenvolvimento da nossa identidade. Actualmente, a considerada terceira revolução industrial, devido ao rápido avanço tecnológico, torna os mass media cada vez mais poderosos, dando acesso às massas a cada vez mais informação. Contudo, vejamos, se nós somos aquilo que lemos, aquilo que vemos e ouvimos diariamente, não devemos "consumir" qualquer coisa. É imprescindível que seleccionemos tudo aquilo que queremos para nós, aquilo que interessa que a nossa personalidade absorva realmente, dado que terá impacto em nós (positivo ou negativo, é um facto) e consequentemente, na nossa vida e na maneira como interagimos com os outros. Por exemplo: se em vez de lermos um bom livro, lermos revistas do género "cor-de-rosa" ligadas ao jet set. Poderei até radicalizar, afirmando que mudará o nosso futuro completamente. Tudo se trata de uma construcção progressiva de qualidades e interesses que se sobrepõem aos defeitos, formando aquilo que somos. Num mundo globalizado, temos, portanto, de ter consciência de que o mais importante é o lucro. E, com todo esse "lixo" informacional a circular, as pessoas devem manter-se atentas para não cair nas garras do capitalismo. Temos a liberdade de trilhar caminhos diferentes, mas talvez seja por causa disso que neste país existe uma alta percentagem de ignorância. Se modificássemos as nossas actividades diárias, nem que fosse pegar no dicionário uma vez por dia e aprender uma palavra nova! Se todos nós o fizéssemos, mudaríamos certamente a condição actual de Portugal. Já chega de esperar por D. Sebastião...chega de esperar sentado por um amanhã melhor, porque é do presente que se transforma o futuro! Que se faça cumprir Portugal com o nascimento do V Império, que por não ser material é indestrutível. Façam com que Fernando Pessoa dance de alegria dentro da tumba!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Stones don't love


Livin' day by day with a stone in your shoe

Children fun stone games, inocent interests speaking

So polished, seemed so perfect

But were so foolish

(Couldn't understand you)


Livin' day by day with a stone in your shoe

More you give, more they take

Make you strong, increase your hate

Not too heavy, seemed so perfect

But were so numb

(Couldn't recognize your effort)


Livin' day by day with a stone in your shoe

Trowin' it out, always lose some part of you

Black stone, seemed so perfect

But never had a heart

(Couldn't love you)


Say goodbye,

Saile among the horizon or touch the blue sky

There stones can't harm you

There you feel alive.

«O Homem nasceu livre e em toda a parte se encontra algemado», Rousseau.

Admitindo que a liberdade é a essência do ser humano, Rousseau afirma que «O Homem nasceu livre» e, «(...) em toda a parte se encontra algemado.», pois apesar de ser considerado à priori um "bom selvagem", o indivíduo é influenciado e corrompido pela sociedade desde a iniciação do seu processo de socialização, ou seja, desde a sua integração na comunidade à qual pertence, processo este que ocorre logo após o seu nascimento. Com a socialização, surgem as normas sociais que consistem na adopção de modelos de comportamento socialmente aceitáveis, pré-estabelecidos por um grupo específico de indivíduos , cujas acções podem ser efectuadas de modo consciente ou inconsciente. É certo que qualquer sujeito sentir-se-á pressionado a respeitar e a obedecer a esses padrões com o intuito de adaptar-se e ser aceite pela sociedade em geral, e, mesmo que não se importe ou queira desobedecer, terá de lidar com essa pressão que será sempre maior a qualquer desejo do indivíduo e, ou ele consegue suportá-la ou acabará por ceder e recalcar as suas ideias, consciente ou inconscientemente, de modo a poder integrar-se no meio social. Quando as mesmas normas são adoptadas por todos os indivíduos do mesmo grupo, extingue-se a capacidade crítica dos seus elementos, o que influenciará, efectivamente, a personalidade do indivíduo em particular, na medida em que, o impede , por parte, de construir a sua própria identidade. Assim, tornar-se-á num sujeito conformado com o mundo em que vive, aceitando tudo aquilo que lhe é dado ou imposto. Rousseau propõe-nos então, um mergulho introspectivo pela busca do nosso lado natural, do nosso lado selvagem, do nosso verdadeiro "eu", o "eu" que é livre, pois como já acima foi referido, acredita que o ser humano é originalmente bom e inocente, íntegro e primitivo. Pessoalmente, considero que, apesar de o Homem em toda a parte se encontrar algemado, literalmente ou não (pois também existem muitos povos subordinados a outros), ele próprio constitui um factor contribuinte para a sua prisão, devido a simples factores como, o medo de punição ou de não aceitação, ambição pelo poder e o ofuscar do dinheiro, a quase que incapacidade para amar o próximo que determinados seres humanos possuem, a ignorância, em vez de se preocuparem com as pequenas coisas que proporcionam-nos imenso prazer de viver, amar e respeitar tudo o que nos rodeia, não só as pessoas mas também o meio ambiente, conseguir agir para além do medo, porque a coragem é isso mesmo e procurar saber mais e mais, porque o saber não ocupa espaço, nunca é demais. E, se é verdade que a ignorância é uma bênção, não deixa de ser uma prisão. Uma pessoa ignorante é menos livre que uma outra que saiba a base das suas escolhas, pois tem menos espaço de manobra, menos capacidade de expressão. As pessoas inconformadas são objecto de crítica, marginalizadas muitas vezes, contudo estão na base da mudança social. São estas minorias que, resistindo à pressão social para o conformismo e obediência, conseguem estabelecer condições para o progresso, na medida em que influenciarão cada grupo existente em cada sociedade e, consequentemente, em todo o mundo.A verdade é que o mundo se tornou num lugar sombrio, devido às duas grandes guerras e à tensão que a ameaça de uma terceira provoca...e porquê?! Porque o homem decidiu tirar partido dos avanços tecnológicos para uma destruição em massa, para se auto-destruir.Vejamos também, por exemplo, a questão do progressivo alargamento do buraco do ozono que nos ameaça através do aquecimento global. De quem será a culpa? Do homem! Porque o homem abusa do meio ambiente, poluindo-o, e, como se ainda não bastasse, destrói florestas inteiras através do corte e abate de árvores, árvores estas que, como todos sabemos, nos providem de ar puro.Há que sublinhar pois, que a liberdade também implica respeito e responsabilidade. O homem não é livre porque se limita a si próprio e não pensa nas consequências dos seus actos. O caminho por onde está a seguir não terá retorno.Reconheço porém que ainda tenho esperança que o mundo mude, afinal, para a vida sentido é necessário acreditarmos nela. Lutemos por um mundo melhor, guiado pela razão, pelo respeito mútuo, pela felicidade universal!